É tarde nublada chamando pela chuva em pleno verão.
É a lágrima que escorre sem demonstrar afeição.
É o mundo.
Navego com os braços cansados de remar.
Fecho os olhos e tento não entender vibrar as cores.
Escuto de longe sussurro ao pé do ouvido, e respiro o frescor do hálito inexistente.
Imagino a forte onda embriagada de solidão a me levar para alto mar.
E enquanto o tempo só passa eu fico aqui sentindo esse vai-e-vem sem fim.
Escondo-me atrás da máscara colorida e feliz que pintei. Escondo-me por trás da imaginação transbordada em contos de fadas. Escondo-me do grande sentimento que reescrevi.
E ao inventar o mar, a solidão, a plenitude dos ventos eu enxergo a minha volta e caio no abismo verdadeiro em que tentei fugir.
É carnaval, marchinhas de dores de amor.
Sou como Pierrot apaixonado esperando pela bela Colombina que nunca virá.
Também acho que a Colombina não virá, acho que não virá e espero.
ResponderExcluir